Salgueiro, chore por mim
Não ache que eu não vejo
Essa vida que estou vivendo em dois
Mas ainda é algo que devo fazer
Eu não sou único nisso
Também não sou especial, doce ou amável
Eu cortejo uns mil sorrisos
No entanto eu mantenho o meu próprio escondido
• Emilie Autumn •
Setembro... Cá estamos nós, em um mês no qual as coisas para mim não costumam ser as melhores, no entanto, não chegam ao patamar de serem as piores. Primeira semana deste mês e eu já sinto como as coisas serão no decorrer das próximas semanas... Provas de recuperação me brindaram a quase todas as tardes letivas, pouco tempo tive para fazer algo que não fosse estudar e ainda assim, acho que não foi o suficiente... Acho que não estou preparada. Mas... De tudo, isto não foi o pior - pelo menos não no momento, esperarei até o último boletim e o tão famigerado vestibular – não... Esta semana serviu-me para ouvir coisas as quais não gostaria de ter ouvido, falar coisas que não deveria ter falado, descobrir coisas que preferia não ter descoberto pela simples ausência de querer ‘arcar com as responsabilidades’ do que descobri... Afinal, que ser humano não gosta de ter algo em si irresponsável, enfrentar problemas com a irresponsabilidade e assim não correr o risco de se machucar ou o fazer com outras pessoas ao seu redor?
O ser humano... Tsc! Esse é o bicho aparentemente mais racional do mundo animal e ainda assim, o mais irracional e primitivo... Brindado com o dom da palavra a ser entendida por vários ‘povos’ ao redor do mundo, no entanto, igualmente brindado com o indescritível dom de destruir a tudo e todos. O ser humano é egoísta e hipócrita. Eu sou hipócrita e admito isto, admito ser aquilo que tanto odeio e que tanto discrimino... Isso significa então, que odeio a mim mesma? Não... Por mais que não goste de mim, de quem eu sou , de minha aparência e todo esse blá blá blá, eu não me odeio... Deixo esse sentimento pesado recair sobre outras pessoas, deixo que em meu peito se forme o ódio por outros e não por mim mesma, deixo que estes sentimentos rancorosos dominem todo o espaço de onde deveriam estar guardados os sentimentos referentes ao incrivel jogo de marketing que as pessoas tentem a chamar de ... Amor.
Bem... Acho engraçado isso... Eu, uma pessoa normalmente de tão poucas e distantes palavras, deixando tantas verdades e aparentemente sentimentos escaparem para esse pequeno e futuramente esquecido blog. Todos procuram uma válvula de escape, um lugar para desabafar, algo que por alguns momentos tire o ‘peso do mundo’ de suas costas... Eu encontro o meu escape na escrita... Mas quem quer que esteja a ler estas palavras tolas de uma mente inquietante e odiosa, não tente em um segundo sequer enganar-se de que despejo aqui todos meus pensamentos, sentimentos... E sequer pense que aqui achará a resposta para a pergunta: Quem ela realmente é?

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